Bufólicas

Bufólicas
Author: Hilda Hilst
Language Portuguese
Pages: 64
ISBN10: 8525034908
Genre: Poetry
Goodreads Rating: 3.39
ISBN13: 9788525034908
Published: 2003 by Globo

Em Bufólicas, Hilda Hilst reinventa poeticamente o obsceno. O livro. Incluindo poemas como O Reizinho Gay, A Rainha Careca, O Anão Triste e Filó, a Fadinha Lésbica, entre outras, Bufólicas é uma antologia poética sem concessões nem pudores. Cômicas, burlescas, farsescas, os poemas de Bufólicas, fogosamente acompanhados pelos desenhos de Jaguar, que não desperdiça a oportunidade de exercer os dons de um sátiro do lado de baixo do equador, são devidamente contextualizados pela autorizada voz do poeta mexicano Octavio Paz: "Para a mente moderna, a poesia é energia, tempo e talento voltados a objetos supérfluos. No entanto, contrariando toda a lógica, a poesia circula e é lida... Seu valor e sua utilidade não podem ser medidos... E os poemas não podem ser economizados para formar uma poupança: eles têm que ser gastos." A história do livro. Bufólicas foi lançado em 1992, logo após Hilda Hilst se dizer cansada do seu pouco reconhecimento e anunciar o adeus à "literatura séria." Como ela mesma afirma: "Mais do que mal interpretado, meu trabalho foi mal divulgado. Não é verdade que as relações sexuais sejam uma fixação nos meus livros. Mas estou em boa companhia: Du Bocage foi um lírico grandioso e menos de dez por cento de seu trabalho é pornográfico... Dos meus 36 livros, apenas quatro podem ser classificados de obscenos: O Caderno Rosa de Lory Lambi, Contos d'Escárnio, Cartas de um Sedutor, que compõem minha trilogia erótica, e as Bufólicas, poemas ilustrados pelo Jaguar. Mesmo nesses livros o que sobressai é o humor e a ironia." O que se diz. Segundo J. L. Mora Fuentes, escritor e jornalista, que compartilha a rotina diária da Casa do Sol com a autora, "Hilda Hilst pertence ao patamar dos grandes artistas, cuja essencialidade nos impõe o dever de preservar todos seus escritos... Sábia de requintes que nos permitem avançar no pouco-nada que intuímos de nós mesmos, Hilda desmascara sem pudor, seja com cascos, suaves garras, ríspidas carícias, nossos mais preciosos ícones. E assim revela nosso rosto verdadeiro."